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ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA O TRABALHO DE FISCALIZAÇÃO
O COMPROMISSO DO FARDAMENTO
Antes de abordarmos o que é ser Fiscal é importante considerarmos primeiro o que é ser Fardado.
O Ato de decidir fardar-se se reveste de um profundo significado simbólico: Ele representa o compromisso de empunhar a bandeira da espiritualidade e particularmente da doutrina. É o gesto em que, ao colocarmos a estrela no peito nos identificamos como componentes do batalhão da Rainha da Floresta, e com ela nos ombreamos na realização dos objetivos maiores da Doutrina, quais sejam individualmente ou de prosseguir com o processo de limpeza, cura, e graduação através do qual vamos tornando-nos seres mais preparados para acessar os conteúdos do nosso Eu Superior e assim, seguir um curso de vida mais reto em direção a nossa evolução espiritual e coletivamente, o de constituirmos um instrumento pelo qual os Mestres intervenham em nosso planeta de modo a possibilitar a continua ascensão da raça humana em direção a Luz.
A expressão material deste compromisso é a filiação à Doutrina por intermédio do centro onde realiza seus trabalhos e onde possa contribuir para a realização dos trabalhos mais e mais maduros, assim como acolher novos pretendentes ao estudo espiritual. É ali que se manifestam as necessidades da Doutrina e onde o filiado pode expressar a sua doação e sua caridade.
Institucionalmente, ser fardado também é ser praticante das atividades prévias de manutenção do trabalho espiritual (Reuniões, Trabalhos de manutenção do sítio, igreja e outros) dispondo-se sempre a fazer o que se fizer necessário e quando se fizer necessário.
Disso decorre sua presença nos hinários oficiais e em pelo menos uma concentração ao mês, bem como estar disponível para eventuais trabalhos de cura a irmãos necessitados caso precise.
Há um pré-requisito básico e evidente que é estar com as fardas em dia e o de apresentar pontualidade, bem como o de estar atualizado com suas contrições sociais junto ao seu centro de filiação.
CANDIDATOS À FISCALIZAÇÃO
O irmão ou irmã que pretende passar por esse estudo, esse deve primeiramente estar filiado ao ICEFLU em seu centro assim como ser uma pessoa participativa dos trabalhos e estar familiarizada com a logística de funcionamento de seu Centro.
Irmãos de outros centros assim como os que não são freqüentes nos trabalhos, não devem exercer essa função assim como não ser permitido que o mesmo auxilie outro fiscal em qualquer situação que seja. E para isso, deve haver um corpo de fiscais bem atentos ao trabalho em seu turno.
FARDA
O Fiscal é aquele que serve de referência para o não fardado, portanto:
A farda de todo fardado deve estar o mais impecável possível. Sendo essa farda a do fiscal, além de completa, deve ser alinhada com o objetivo do uniforme, servindo de exemplo para o alinhamento dos demais.
A FARDA FEMININA
Azul: saia plissada azul, camisa branca com estrela CRF no bolso e gravata.
Branca: saia plissada branca, saiote verde, camisa branca manga longa com o Y verde, onde se penduram do lado direito a estrela e do esquerdo as alegrias, além, da roseta para as mulheres a para as moças, a palma. Na cabeça, está a coroa.
MASCULINA
Azul: calça azul, camisa branca, gravata azul e a estrela no lado direito para os casados ou que sejam pais e do esquerdo para os solteiros.
Branca: calça branca com duas tirinhas verdes do lado de cada perna, camisa branca, gravata azul, paletó branco e a estrela.
Usar penduricalhos encima da farda, calças emboladas dentro das meias sem a saia cobrir, fardas incompletas ou má compostas, roupas com cores berrantes encima da farda está fora da harmonia do uniforme e o fiscal só será permitido trabalhar depois que estiver dentro desse alinhamento.
O fiscal antes de entrar para seu turno deve-se atentar para o alinhamento de sua farda e se necessário, se compor antes de iniciar seu trabalho na fiscalização.
Conversar o necessário. Palavras são para reunião!
Observa-se muita conversa, entre os fiscais no salão. Devemos procurar desenvolver outras formas de comunicação entre um fiscal e outro e deixar as palavras para momentos fora do trabalho, como na reunião, por exemplo, ou em extrema necessidade, no decorrer do trabalho.
Havendo a necessidade de uma conversa um pouco mais longa entre um fiscal e outro o mesmo deve se dirigir para fora do salão para que a comunicação seja feita.
Conversas provocam:
Falta de atenção do fiscal ao seu trabalho interior e ao trabalho que acontece no salão e terreiro
Mau exemplo para o não fardado, principalmente iniciantes.
Permite ao fardado "se dar o direito" de querer fazer também.
TROCA DE FISCALIZAÇÃO
O fiscal antes do início do trabalho, deve saber que vai trabalhar, quando será seu turno e em qual hino deixará sua função.
Sempre devemos confiar na pessoa que está despachando o Daime, pois quem está ali, é instruído para isso, mas se você for um fiscal que toma menos daime quando entra na função, deve-se estar atento à quantidade de daime que ingere para conseguir a firmeza para você trabalhar.
Na troca da fiscalização, o fiscal deve informar ao outro companheiro o que está acontecendo em seu turno. Todos os detalhes que estão acontecendo no salão e terreiro, ou dos respectivos lugares onde for trabalhar.
Quando o fiscal deixar sua função, o mesmo imediatamente deve voltar para a fileira, para compor o batalhão, não tendo mais a necessidade de estar atenta a função do outro fiscal.
Deve-se confiar no fiscal que está entrando para substituí-lo no trabalho da fiscalização.
Se precisar pedir auxílio de outro fiscal, por não estar conseguindo trabalhar e ser necessário trocar a fiscalização, os coordenadores estão apostos em suas funções, para essas necessidades. Os fiscais quando estão fora de seu turno, devem manter-se alinhados até que sua ajuda seja pedida. Fora isso, movimentações indevidas de um grupo de fiscais causa desarmonia ao invés do alinhamento.
O Fiscal deve estar atento a toda movimentação no salão e terreiro, por esse motivo ele não usa o hinário para cantar, usa apenas para acompanhar trabalho, não toca maracá e não faz incorporação de modo que possa tira sua atenção.
FISCAL DE SALÃO
No salão, devem-se manter tudo na mais perfeita harmonia. A estrela deve sempre estar limpa e com seus acessórios no lugar. Na estrela não devem se sentar pessoas que estejam em passagem ou que ficam olhando para outro lado, que não seja o hinário. Para se sentar lá deve-se ser convidado pelo comando ou com autorização do fiscal que deve ter o bom discernimento de quem vai colocar para sentar-se lá.
Sempre estar atento a troca de incensos, velas e água do copo.
Todos fiscais devem saber aonde ficam os insumos necessários para sua atividade como papel higiênico, velas, cadeiras, colchonetes, cadeira de praia, hinários de empréstimo, caixa de defumação. Recolhendo e organizando pós-trabalho evitando o desperdício e prejuízos. Assim como, nos trabalhos onde é cantado o hino confissão do Mestre Irineu, as velas já deverão estar na igreja.
Quando for trabalho de bailado, as cadeiras de Estrela devem estar devidamente alinhadas com as pontas e lembrar que cadeiras na estrela, não são cabideiros e nem guarda roupas.
Os mesmo cuidados devem ser tratados com a mesma atenção, para a mesa do Daime.
Os despachantes não devem estar atentos a essas funções, trocas de velas e incensos do Daime são feitos pelo fiscal.
Manter sempre as mochilas empilhadas juntas, deixar a passagem do Daime livre de mochilas, cadeiras, esteiras e afins.
O salão deve ser arrumado pelos fiscais mais experientes e deve-se sempre estar atento à: composição do bailado, limpeza e organização antes, durante e depois dos rituais fazendo os devidos encaminhamentos nos moldes que foi recebido.
Fica também atento à harmonia das vozes e ao andamento dos maracás, chamando a atenção da pessoa que estiver destoando muito na corrente, e se necessário mudando a pessoa de lugar, sempre usando a boa educação, a discrição e a clareza para com esses irmãos.
Não deve permitir que pessoas não fardadas toquem qualquer tipo de instrumento (incluindo maracá) sem a autorização do comando do trabalho. Não deve permitir que pessoas de fora repiquem maracás ou deem vivas. (a não ser o comando de outras igrejas).
Em trabalhos sentado o fiscal se mantém sentado e durante as concentrações e leituras zela pelo total silencio do salão.
O fiscal deverá observar se tem alguém de pernas ou braços cruzados dentro da igreja, não permitindo.
PORTEIRO
Cuida das fichas de entrada, devendo estar atuante nessa função ao toque do primeiro sino, antes do início do trabalho.
Não deve permitir que pessoas saiam no meio do ritual, deve indagar essas pessoas nesse caso. O fiscal deverá informar o comando de tudo o que acontece de mais sério durante o trabalho, bem como de pessoas não fardadas que quer sair no meio do ritual, essas deverão primeiro pedir permissão para o comando do trabalho.
FISCAL DE TERREIRO
O Fiscal de terreiro é responsável por manter a harmonia no terreiro a nos arredores da igreja.
Ficar atento as pessoas que saem para o terreiro para não irem para o mato ou embora por exemplo. Mantê-las sempre ao redor da igreja e deixá-las permanecer por ali apenas por três hinos ou o tempo que seja necessário para sua passagem ou limpeza. Deve-se sempre incentivar a pessoa a ficar o quanto mais puder dentro da igreja. Atentar-se também as necessidades dos irmãos que entram em processos de limpeza, para auxiliá-los com papel higiênico, cadeira para sentar-se.
O fiscal do terreiro é responsável, por manter a limpeza e ordem dos banheiros. No caso de trabalhos grandes, é bom haver outras pessoas designadas para essa função além do fiscal.
FISCAL PARA CRIANÇAS
Não existe fiscal para as crianças, exceto, os fardados que combinam com os pais para ajudar nessa função. Portanto, se alguma criança fizer algo que não esteja de acordo com um comportamento harmonioso com o trabalho, os pais ou responsáveis, imediatamente devem ser informados.
Cada um deve cumprir e manter-se em sua função no respectivo lugar ao qual foi designado para trabalhar.
Os fiscais devem ater-se também uma atenção especial à movimentação dos comandos, pois os mesmo são alvos de muitas projeções de outros irmãos. Portanto, os fiscais devem estar atentos às suas movimentações assim como acompanhá-los se houver necessidade.
Iniciantes
Os fiscais devem estar atentos aos iniciantes de forma a auxiliá-los em suas dúvidas e necessidades, assim como avisar o despachante que será a primeira vez. Procurar conhecê-lo e saber de onde vem e se passou pelas devidas formalidades de participação inicial. No caso de atitudes ou roupas indevidas, o fiscal deve alertá-lo de forma a se lembrar que é iniciante.
Desmaios e Quedas
No caso de desmaios ou quedas, deve-se arrumar a pessoa, apenas tocando sutilmente para que a mesma mantenha-se em uma posição confortável. Depois de verificado que está tudo bem com a pessoa que está no chão, a mesma deve ser deixada lá até que dê os primeiros sinais de que vai levantar. Após isso, o fiscal a auxilia para levantar-se.
Fora essa situação, a pessoa que caiu, não deve ser tocada de forma a tentar acordá-la.
A instrução é para ela, e o acontecimento é entre o seu eu e o ser divino Daime. Se vamos nós lá interromper, podemos fazer a pessoa perder um estado que o Daime a colocou, que pode ter demorado muito tempo para receber.
Alteração na corrente
As alterações que acontecem na sutileza, onde a pessoa fica apenas em seu quadradinho, silenciosamente, sem interferir no trabalho de quem estiver ao seu redor, não devemos interferir em seu processo.
No caso de haver muita alteração de comportamento ou tonalidade da voz, devemos agir de forma à levar a pessoa a se acalmar e se necessário, para fora da igreja.
Devemos sempre nos recordar da suavidade e firmeza.
Não devemos deixar que a situação chegue ao comando para ser resolvida.
Interpretações das passagens dos irmãos
O Fiscal não deve dar suas interpretações de "achismos" das passagens, mirações ou instruções da pessoa.
Estamos em um coletivo, trabalhando individualmente o eu superior. O que é dele não é meu.
Portanto, cada um passa o que lhe cabe e só a pessoa sabe interpretar seu trabalho da forma que lhe convém. Portanto, devemos nos manter livre de qualquer tipo de interpretação.
Devemos apenas manter boas relações, principalmente com novatos.
Encostar nas pessoas
O fiscal em hipótese nenhuma, deve tocar na pessoa que está em passagem ou fazendo alguma limpeza.
Se a pessoa pedir ajuda ao fiscal para andar ou se apoiar para estar em movimento (ir para o banheiro, ir até o terreiro, etc.), deve-se atender somente dispondo sua mão para apoio, sem muita pegação; mas caso contrário, não pegar na pessoa.
Existem algumas pessoas, que entram em passagem e sentem necessidade de pedir para segurar na mão, para se sentirem mais segura em sua viagem ou ficar se apoiando, tentando parar em pé.
Se for para se sentir segura, a pessoa deve ser estimulada apenas a manter a coluna ereta, respiração profunda e tranqüila e deixá-la ser cuidada pelo Daime.
E se for para se apoiar e ficar parada, incentivar que a pessoa se sente; e em última hipótese, deite. O uso da força só será necessário, no caso de passagens onde os irmãos coloquem em risco o seu bem estar assim como o de outro irmão.
Sutileza nas suas relações
Quando o fardado vai assumir a sua função na fiscalização, ele assume naquele momento uma autoridade que lhe é outorgada. Porém, isso não faz você, diferente do irmão que está na corrente. Você não é melhor do que ninguém por causa disso.
Durante o trabalho, não deve levar consigo nenhum tipo de picuinha contra algum irmão da corrente. Lembre-se!
Somos uma única célula.
O fiscal pode sempre procurar ter muita sutileza, clareza e firmeza em suas atitudes. Ser o mais "invisível" possível, usar de palavras dóceis, mas sempre usando da firmeza que o sacramento te proporciona.
Chamo a paz dentro de mim, buscando a paz que vem de ti.
A fala deve ser mansa e sua postura, sempre a de prontidão quando estiver em sua função, olhando todas as relações como interpessoais, ou seja, olha a todos como uma única célula.
Trabalhar vibrando no amor, calma, firmeza e claridade, sempre.
Evitar gritar com as pessoas, se estiverem muito alteradas. Devemos abordar com firmeza, que é diferente de gritos ou nervosismos.
Não devemos dar broncas ou falar com a voz alterada com outro fiscal, devemos confiar que ele está cumprindo sua função com o mesmo zêlo que você.
Se ocorrer algum problema, isso deve ser resolvido em outro momento, fora do trabalho.
DEFUMAÇÃO
Hora de defumar
Para defumação, concluímos ser melhor que tanto os fiscais masculinos quanto a feminina realizem ao mesmo tempo essa função dentro e fora do salão.
Portanto, na medida do possível, vamos defumar os dois lados ao mesmo tempo.
A pessoa definida para cuidar da defumação, deve zelar pelo trabalho de cuidar do turíbulo, assim como prepará-lo para defumar o salão e terreiro.
Os aromas são definidos pelos fiscais mais experientes, que já estão a mais tempo acostumados com a defumação no Santo Daime e como lhe dar com a mistura dos aromas de ervas e resinas...
Após ser tudo defumado, todos os objetos utilizados devem ser limpos e guardados.
Para defumar, fiscais que estão começando esse estudo, devem primeiramente, observar os mais experientes.
O ato da defumação requer habilidade e delicadeza, as quais o fiscal desenvolve conforme vai estudando.
Há um ritmo para defumar, uma quantidade de fumaça para soltar, um fluxo a percorrer, um aroma para acalmar, ou elevar, ou mirar...enfim. ...uma sincronicidade entre defumação e defumador.
O interessante, é treinar em casa....defumar bastante.... e na hora do trabalho, realizar com muito amor no coração.
Para Defumar
Na hora de defumar, devemo-nos lembrar de que estamos realizando uma tarefa importantíssima, à qual todo cuidado é pouco.
É extremamente valoroso quando procuramos nos conectar com a fumaça, carvão, ervas e resina e turíbulo. Observar a movimentação da igreja e a sutileza, para se entrar na estrela e sempre defumar debaixo dela.
Tomar cuidado com muita fumaça no rosto das irmãs e irmãos.
Defumar sempre baixo, tomando o cuidado quando passa com o turíbulo perto das pessoas. Seu olhar deve estar atento à fumaça, à brasa incandescente, é fogo que queima também. É bem comum acontecer, da brasa do turíbulo estourar de vez em quando, todo cuidado é pouco.
Muita atenção para defumar em volta do salão, com as pessoas que estão deitadas e também estar atento as crianças que passam correndo.
Ao defumar reza-se ou cantam-se os hinos, o importante, é manter sua mente ligada nessa mágica aromática que está realizando em prol da corrente.
Caminhar devagar, para que seu corpo se encaixe no ritmo do bailado ou não cause ruído quando estiverem todos sentados.
O fiscal que defuma, enquanto está nessa função, se atenta somente a ela no mais absoluto silêncio, deixando outro fiscal aposto para resolver outras funções.
FOGUEIRA
Nos trabalhos que tem fogueiras durante o ritual é preciso que ter uma atenção máxima a movimentação que ficará em torno dela, dos irmãos que não estejam na igreja e ficam por lá. Fogueira é o local para os fiscais durante o ritual. Ninguém deve ser estimulado a ficar por lá em suas passagens.
ALAS
O Salão sextavado é composto por três alas masculinas e três alas femininas. Uma Ala é um conjunto de fileiras que irradia do centro do Salão onde está a Estrela, que é a nossa mesa central até suas extremidades é indicada o posicionamento dos participantes tanto em um trabalho bailado como em um trabalho sentado. Iniciasse com três participantes na primeira fila e vai se ampliando consecutivamente, para quatro, cinco e a assim por diante.
As três alas masculinas e femininas são assim distribuídas:
1 – Ala do comando, dos mais velhos da casa – Também conhecida como ala dos Patriarcas e Matriarcas, ali posicionados também expoentes da doutrina, comandos de outras casas etc.
2 – Ala dos Visitantes compostos por aqueles de faixa intermediária.
3 – Ala das Moças e Moços – Originalmente destinadas aos virgens, composta pelos mais novos e que não vivem relacionamento conjugal.
Critérios de composição das alas – Tanto as Alas Masculinas e Femininas devem ser organizadas pelos critérios de:
Farda - Os fardados devem ficar nas filas mais a frente puxando a fileira à direita.
Altura – Os mais altos ficam a direita e nas fileiras de trás no sentido crescente de frente para trás.
Firmeza – Aqueles que comprovadamente cantam e mantém sua posições devem ter prioridade a frente.
FISCALIZAÇÃO E ABERTURA DOS TRABALHOS
A fiscalização se inicia com a abertura do trabalho mais se compreende a arrumação da Estrela, a mesa do Daime, da preparação da defumação e da vistoria prévia para a manutenção do Salão, como os papéis higiênicos sempre a vista.
Firmando os pontos de abertura dos trabalhos.
A abertura dos Pontos é realizada por um casal de fardados, que se dirige aos locais apropriados para firmar os pontos quais sejam:
O Ponto da Porteira responde pela proteção externa, impedindo aqueles que por ventura possa perturbar os Trabalhos de realizarem seu intento.
O Ponto de São Miguel é o zelador e guardião do terreiro, dentro do espaço sagrado e durante os rituais.
O Cruzeiro é o emblema que representa a Doutrina no nosso chefe maior, Jesus Cristo, reconhecido na condição de divindade pelos espíritos encarnados e desencarnados. Por isto mesmo é um ponto de luz aonde se aproximam as almas necessitadas de ajuda durante os trabalhos.
Ascende-se uma vela em cada um dos pontos, quando se reza três Pai Nosso e três Ave Maria de forma intercala. Recomenda-se uma concentração interior juntos aos espíritos de Luz para termos uma boa execução do Trabalho.
Postura recomendada para os participantes do trabalho:
· Avisar aos fiscais ao sair, se está bem, aonde vão para não sobrecarregarem a fiscalização o procurando posteriormente;
· Aquele que por ventura se ausentar deve informar o fiscal, principalmente de sentir que a ausência irá se prolongar de modo que se tomem as devidas providencias para a recomposição da fileira.
· Passando três hinos a fileira deve ser recomposta, com seus participantes a esquerda do ausente preenchendo a posição da vaga. Na primeira fileira isto deve ser feito de forma mais ágil, havendo uma atenção em conjunto dos fiscais e daquele que puxa a fileira.
. Aquele que puxa a fileira à direita, é o responsável pelo alinhamento da fileira.
· A entrada e saída da fileira, como orientação básica, deve ser pela frente e pela direita.
· Deve-se esperar o final do hino para sair e voltar para o seu lugar.
. Homens e Mulheres devem se restringir a sua movimentação as suas respectivas alas, não devendo circular em alas que são alheias. Nos trabalhos mediúnicos é facultada ao médium em atendimento certa flexibilização desta regra.
· Todos os filiados devem procurar serem atentos as pessoas estranhas que aparecem dando orientação da casa quando necessário.
· Que fique claro sempre que quem convida os novatos é responsável por informar as regras da casa.
· Vestimentas: No terreiro não é permitido decotes, transparências, regatas, bermudas, roupas pretas ou vermelhas. Mulheres usem saia longa.
REUNIÕES DE FISCALIZAÇÃO
Realiza-se reuniões para que as atitudes dos fiscais sejam encaminhadas em uma mesma linguagem, tornando assim o trabalho alinhado ao propósito da fiscalização e não de seus objetivos pessoais!
BONS ESTUDOS
Referências:
Revisada pela Madrinha Chris Costa em novembro de 2021.
Cartilha de Fiscalização Céu da Lua Cheia.
Cartilha de Fiscalização Reino do Sol.